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Nas Nuvens de Um Terceiro Andar

Sab | 08.05.21

Saber os limites do razoável

Nuvem

Uma separação nunca é totalmente pacífica. Há sempre um que sai mais magoado, mais triste, mesmo que até seja de comum acordo seguir caminhos separados.

Acredito até que tem de haver um período de luto. E não, luto não é uma palavra exagerada. Como ainda outro dia lia, uma separação é o fim de um projeto de vida. E, nunca é bonito. Por isso, acredito também que nesse período de luto, as duas pessoas não queiram ser amigas. Mas não é por mal, é porque precisam. Precisam de se afastar, de "deixar a poeira assentar", para que depois possam ter uma relação civilizada e, até serem amigos.

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Agora..quando há filhos.. quando há filhos acredito que esse período de luto tem de ser um bocadinho passado por cima porque, acima de tudo, uma separação nunca deveria magoar (ainda mais) os filhos. Ver um pai ou mãe vir para as redes sociais mandar boquinhas foleiras ou "lavar roupa suja" é, para mim, mais demonstrador do caráter desse do que do outro que está a ser acusado. As crianças, mesmo que pequenos, vivem num mundo em que uma vez na internet, estará para sempre. E não é bonito vermos um pai ou mãe falar mal um do outro, publicamente, para quem quiser ler. 

 

Não faz sentido, não acrescenta nada, não muda o outro. Só traz mágoa. Só traz raiva. Só traz coisas menos boas.

Os filhos não podem ser usados como arma de arremesso. Nunca. Porque, se antes da separação gostámos daquela pessoa, temos de lhe ter respeito. Temos de respeitar a mãe ou o pai dos nossos filhos. Porque o serão sempre.

 

E estar a começar um para sempre separados a mal... é meio caminho andado para não conseguirmos voltar a ser felizes e, pior, magoar os nossos filhos. E, convenhamos, nenhum pai deveria querer magoar os filhos.