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Nas Nuvens de Um Terceiro Andar

Sab | 24.07.21

19 anos depois

Nuvem

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19 anos desde que partiste. Talvez, pelos anos que passaram, pareça uma eternidade. Mas, quando penso na dor que senti naquele dia, parece que foi ontem.

Continuo a não acreditar que a dor se atenua. Apenas aprendemos a viver com ela, todos os dias. Mas, há dias, em que é mais complicado. Há dias em que esta dor, esta saudade, é mesmo dilacerante.

Sinto-te comigo. Todos os dias da minha vida. Seja num cheiro, num pensamento ou até em algo que acontece. Todos os dias penso em ti e sei que estás, de alguma forma, comigo. Mas, caramba. Queria tanto que aqui estivesses.

Queria tanto que o Francisco tivesse a sorte de te conhecer sem ser por fotografia. Queria tanto que pudesses presenciar a família bonita que estamos a construir, com base nos pilares que sempre me ensinaste: o respeito, a humildade, a amizade e, acima de tudo, o amor.

 

Quero acreditar que estás bem. Quero acreditar que, um dia, te voltarei a encontrar. Porque preciso mesmo de acreditar nisso. Para que esta dor continue apenas adormecida. 

És, e serás sempre, um dos amores da minha vida. E, se partiste cedo demais, quero pensar que tenha sido para que, do teu jeito, possas estar a olhar por mim. Por nós, todos o que tocaste bem fundo no coração.

 

No fundo, fui uma privilegiada por ter tido a sorte e a benção de te ter na minha vida. Seria muito mais feliz contigo aqui...mas seria muito menos pessoa se não te tivesse tido.

 

19 anos que não te tenho comigo. Mas todos os que faltam, serão de agradecimento pelos que tive. E de esperança. Esperança de, um dia, voltar a sentir esse teu abraço.

Sab | 24.07.21

À Conversa Nas Nuvens - Tânia Augusto

Nuvem

Tânia Augusto. Um nome que acho que, depois de ver o seu testemunho, é difícil esquecer.

A Tânia é o rosto de alguém que teve uma infância difícil, triste, má. Que sofreu abusos que nunca deveriam ter acontecido.

Mas conseguiu dar a volta. Conseguiu mostrar que o passado marca, mas não nos define.

Hoje está nas Nuvens. E vamos conhecê-la!

 

À Conversa Nas Nuvens.png

 

Olá Tânia. Antes de mais, muito obrigada por aceitar estar aqui nas Nuvens. A Tânia teve a infância que ninguém merece. Mas é o rosto de quem luta todos os dias para que isso não influencie, mais, o seu futuro. É um caminho duro, solitário, mas recompensador?

Olá querida Lara, primeiro queria muito agradecer o convite e as palavras tão bonitas, é uma honra poder estar aqui.

Foi um caminho muitas vezes solitário, diria até com muitas dúvidas. Momentos em que me senti completamente “desencaixada” da família, do mundo em geral, como se não me sentisse a pertencer a algum lado. Olhando para quem sou hoje e pela primeira vez consigo dizer sem me sentir culpada, é muito recompensador e de muito orgulho para mim.

 

A Tânia já disse que os abusos que sofreu em criança por parte do seu padrasto foram, durante muitos anos, uma sombra na sua vida. Conseguir falar abertamente sobre um assunto tão íntimo é de uma grande coragem...

Coragem é a palavra que mais me foi direcionada depois do programa da Júlia. Foi um convite que ponderei e pensei muito. Iria mexer com aquilo que tenho de mais intimo, sabia que ao expor teria de me preparar para lidar com os dois lados da moeda. Se por um lado poderia ajudar alguém que ao ouvir se sentisse menos sozinho, se sentisse acolhido e até mesmo encorajado a procurar ajuda como eu hoje fiz, encontrasse assim dentro de si força através da minha partilha, também poderia vir (e veio) quem escrevesse de forma orgulhosa que agora existia a moda do postar traumas e falar nas redes sobre isso para se ter sucesso, afirmando que era triste expor sofrimentos em busca de fama e sucesso, seja lá o que isso for. Com este exemplo quero passar que o primeiro exemplo é que verdadeiramente importa. Que faria tudo igual pois desta partilha resultou em pessoas a ganhar coragem, esperança e força e isso era sim o verdadeiro objetivo. Que se perca o receio de viver com medo daquilo que os outros vão pensar pois na realidade se nos faz bem é totalmente válido.

 

Ter um pai que se perde para a toxicodependência.. deixa um vazio ou não podemos sentir falta daquilo que nunca tivemos?

No meu caso sim deixava ali um vazio por preencher uma espécie de um "e se?" Sei que ele não conseguiu ser meu pai, a droga devasta famílias e roubou-me o meu pai. Pensava algumas vezes e se ele de repente aparecesse  e me salvasse. Um pai que só temos a imaginação para nos dar. Sonhava com isso, o dia em que poderia ter um pai que seria quase um super herói. Hoje não fica o vazio mas continua a pergunta: "será que se ele não tivesse tido o problema com a toxicodependência a minha infância teria sido diferente?" Acredito que vá pesar menos ao longo da terapia.

 

Ouvi a Tânia dizer que a sua mãe “não lhe podia dar aquilo que também ela não tinha recebido”. Esta aceitação veio naturalmente depois de a Tânia também ter sido mãe, ou há coisas que continuam a não ser compreensíveis?

Não, de todo. A minha mãe enquanto esteve com os meus filhos era uma pessoa totalmente diferente. Carinhosa, afável e super brincalhona, isto ativou em mim o “então mas se consegues gostar desta criança e de mim não, sou eu que estou partida, não presto, estou estragada”. Assumia que o problema só poderia ser meu. Através das consultas de Psicologia temos trabalhado muito isto e claro que a compaixão mais que a aceitação acabaram por surgir. Sentindo sempre que posso até compreender, ter empatia para com ela e toda a sua história mas, que se torna perigoso esta tentativa que fazia de me ligar a ela porque nunca estabelecemos esta conexão emocional. Aceitando assim o direito de não querer contacto com ela como até hoje desde quase há seis anos acontece e está tudo bem.

 

Quando é mãe pela segunda vez, acaba por ter uma depressão pós-parto. Isso contribuiu, mais uma vez, para duvidar do seu valor?

Completamente. Ouvia muito que já era o segundo filho como é que tinha tantas dúvidas. Ainda se sofre muito em silêncio na maternidade com medo do julgamento social. Manifestar cansaço por cuidar de duas crianças é impensável, porque os filhos são uma bênção logo por que raio estarias cansada. Ter dúvidas no segundo? Nem pensar, mas são crianças diferentes com necessidades também elas distintas. Sentia que não tinha tempo, estava exausta, não dormia muito, sentia uma tristeza grande e ao mesmo tempo vergonha de estar assim. As amigas, as poucas que ficaram depois dos bebés não falavam disto, então sentimos que não deve ser normal os sentimentos e culpas que estamos a ter. Estás todo o dia com um bebé que não fala contigo, com toda a rotina nas costas e no meu caso mais uma criança que já existia e que também tens que cuidar. Temos que deixar de fazer das mães alvos de tanto julgamento e falar da maternidade real, como rede de apoio e não julgamento.

 

Infelizmente, a Tânia sofreu um aborto espontâneo numa altura da sua vida mais calma e já em processo de recuperação. É uma dor superável ou acaba por ficar connosco para sempre?

Este é um assunto que ainda me dói. Que não consigo falar sem que a voz me fuja. Nunca tinha passado por isto, não podia imaginar que me fosse tocar desta forma.

Sensivelmente às 6/7 semanas acontece-nos a perda deste bebé.Foi uma dor que nunca pensei sentir.

Foi um vazio, uma tristeza profunda misturada com uma angústia. Eu não conseguia parar de chorar, só queria sair dali, o André estava completamente perdido sem saber como podia tirar-me toda aquela tristeza. Senti que tínhamos perdido um bocadinho de nós dois, mesmo não sendo uma gravidez planeada. Houve noites que chorei até adormecer, passámos por isto os dois, foi a decisão que sentimos ser a melhor. Gerir tudo isto com dois filhos que continuam vivos e a precisar de nós foi duro. Acredito que com o tempo e a ajuda da minha psicóloga possa dar alguma paz a este episódio mas ainda não será hoje.

 

A Tânia sofre de fibromialgia. Para quem não sabe, em fases agudas, pode ser bastante incapacitante...

A Fibromialgia começa já a ser mais conhecida mas ainda não tanto como outras patologias.

Causa dor generalizada por todo o corpo, insónias (um dos sintomas associados) , dormência nas mãos, no meu caso causa inchaço nos pulsos, dores nos dedos. Há dias em que levantar da cama é um autêntico desafio, sentes o corpo como se tivesses sido atropelada por um camião, uma fadiga gigante que se agrava ao longo do dia. Durante o inverno noto que fico pior ou por exemplo em situações de muita carga emocional ou stress. É muito importante um bom diagnóstico, aliar uma alimentação saudável aos exercício físico. Hoje já existem associações que apoiam doentes com esta doença muitas vezes confundida com “preguiça” ou até “depressão.

 

A saúde mental começa agora a ser mais falada, a não ser conotada negativamente. A Tânia partilha o seu testemunho também para ajudar a quem possa precisar de ajuda e não tenha coragem para dar esse passo?

Exatamente isso. Ainda existe uma ideia de que o psicólogo é para “malucos” ou coisa de gente que não tem nada para fazer. A saúde mental é importantíssima para podermos ter uma vida mais equilibrada. Todos devíamos ir nem que fosse de vez em quando. Nem sempre conseguimos resolver sozinhos todas as nossas marcas, feridas ou até mesmo gerir as emoções de forma mais equilibrada. Só o fiz agora, porque me senti preparada para lidar com tudo o que viria. Há quase que uma mensagem subentendida na sociedade que quem procura ajuda de um profissional é fraco, ou a pessoa sente vergonha por mostrar uma fragilidade e acaba por desistir. Não é vergonha nenhuma assumir que precisamos de ajuda eu diria que é preciso muita coragem para o fazer.  

 

Hoje, com a família com que sempre sonhou, o que aprendeu sobre o verdadeiro amor?

Aprendi que traz o melhor que temos dentro de nós, torna mais visível a nossa essência, que nos respeita e sobretudo não nos muda.

Descobri um amor cuidadoso, que nos escuta com atenção, acolhe e protege. Foi um amor que me fez ver que todos somos a casa de alguém, que podemos ter uma história, marcas e feridas e que com paciência e serenidade tudo se supera. Um amor que nos capacita, aceita que também tens coisas menos boas e que está tudo certo. Um amor que foi capaz de amar filhos que embora não sejam de sangue nada disso importou. Que prova que família é amor e não é adn.

Aprendi que merecia ser amada pelo que sou e não pelo que faço, sem exigências, sem pressão ou cobrança.

 

No fim, “o que nos salva é o amor”?

Eu acredito profundamente nisto!

Foi através do amor que fui colando os cacos em que vinha. O André viu-me quando mais me senti invisível. Quando preciso de acreditar em mim olho para ele, é nos seus olhos que consigo ver que sou capaz sem medo que corra mal. Cheguei partida, com medo, insegura e muito dorida e ele teve a capacidade de muito devagarinho ir desviando o nevoeiro e mostrando que estava ali para mim, com um abraço seguro, colo, palavras certeiras e silêncios respeitadores. Foi o amor que me fez acreditar que eu tinha valor, que era a melhor mãe que podia, que importava e uma mulher de quem o André sentia orgulho. Foi este amor que ficou quando o que conhecia era o abandono.

Permitia-me chorar, estar mal e nunca me sentir menos por isso. Este é um amor que faz aqui esta grande revolução dentro de mim e me segura a mão e nunca me deixou cair. Voltei a ter sonhos, a estar mais confiante, a ter esperança e finalmente ter a família que desejava. Por isso para mim seja qual for a pergunta a única resposta é o AMOR.

 

Obrigada. Mesmo obrigada.

 

Confesso que se há histórias que nos marcam e nos fazem ver a vida de outra forma, a da Tânia foi uma delas para mim. Na sua verdade, teve uma coragem imensa. Mas, como ela diz, também um altruísmo gigante por saber que ao contar o que talvez quisesse esquecer, alguém possa ter a coragem de o fazer também. Expor coisas tão íntimas não é difícil. É mesmo gigantemente complicado. E só os grandes o conseguem.

A Tânia escreve com verdade, com essência. E é isso que todos os dias nos apaixona. Segui-la nas redes sociais não é por moda, é mesmo por necessidade: porque as suas partilhas me fazem colocar em perspetiva tanta coisa.

A Tânia já me ensinou tanto...e tanto que ainda virá. Com o amor que tem dentro dela, consegue ser não só uma mulher incrível, como uma mãe especial!

Admiro-a tanto tanto!...E hoje, com esta conversa, sei que não sou a única!

 

Sex | 23.07.21

Tudo o que é bom acaba...

Nuvem

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Pois..que as férias estão a acabar e como se costuma dizer "o que é bom acaba depressa"!...

Confesso que me sabiam bem mais uns dias...pais entenderão que férias com filhos pequenos, por muito que os amemos mais do que tudo, não são bem férias o descanso é pouco mas claro que sabe bem passar o dia inteiro com ele...

Contudo, estamos a uma semana do casamento de uma das melhores amigas. E é uma sensação tão boa pensar que finalmente vai ter o dia que tanto sonhou e eu vou poder estar presente!..

No meio disso, voltamos ao trabalho...será que posso pôr mais dias de férias? 

Seg | 19.07.21

Avon Planet Spa Luxury Spa

Luxuosa máscara restauradora facial peel-off com extratos de caviar preto

Nuvem

Continuando nos cuidados de rosto, e como tenho vindo a dizer, acho que o nosso rosto é a zona que mais cuidada tem de ser, pela exposição a que está sujeito todos os dias, em todas as estações do ano, seja frio ou calor.

Por isso, gosto sempre de procurar novas máscaras faciais e ir experimentando, para conhecer cada vez mais produtos e adaptar cada vez mais ao meu tipo de pele.

Claro que procuro sempre na Notino, para que consiga ver várias opções, de diferentes preços.

A última escolhida foi a Avon Planet Spa Luxury Spa, que me surpreendeu muito!

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A pele fica bastante hidratada, muito nutrida e realmente bastante mais luminosa. Depois de algumas utilizações, a pele está bastante mais suave e tornou-se num dos meus produtos de eleição. E o melhor, o preço é incrível!!!

 

E vocês, qual a vossa máscara de eleição?