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Nas Nuvens de Um Terceiro Andar

Qui | 24.11.16

A saudade aperta

Nuvem

Tenho saudades dela. Muitas.

Já passaram alguns anos. 14, para ser mais precisa. Ela já não conheceu o maridão nem me viu crescer. Tinha eu 12.

Disseram-me sempre que com o tempo ia ser mais fácil. Que seria mais fácil de suportar. Não é. A saudade não diminuiu. Apenas se foi atenuando. Mas ao mínimo sinal, à mínima lembrança, dói. Dói muito.

Era uma pessoa que não gostava de receber presentes mas adorava dar. Por esta altura, já teria ido comprar quase todas as prendas de Natal. Marcava as pessoas em cada embrulho, por conseguir dar sempre "exatamente" o que a pessoa precisava.

Fazia tudo a toda a gente. Não sabia dizer que não. Nunca, a ninguém. Todos diziam ser a melhor pessoa do mundo.

No dia do funeral, poucos apareceram. Fez tudo por todos. E, no último dia, ninguém esteve lá para ela.

Mas tenho saudades tuas. Tantas que não são passíveis de passar para o papel.

E amo-te. Vou-te amar sempre.

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