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Nas Nuvens de Um Terceiro Andar

Qui | 29.12.16

Do que se perdeu em 2016

Nuvem

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 Este foi um ano em que perdi três pessoas. E não perdi por terem morrido. Perdi porque, simplesmente, quiseram ir andando para fora da minha vida. Isso não me incomodaria, caso eu tivesse feito algo para que isso acontecesse. Mas não fiz.

Duas delas acho que terão ficado chateadas porque não as convidei para o casamento. Mas, sejamos honestos. Não se pode convidar o mundo todo. E, entre ter as pessoas que realmente se importam comigo, e as ter a elas, que falam comigo três vezes no ano se tanto, sei que fiz a escolha acertada. Parece que agora é que se lembraram que queriam lá estar. Mas e então, de todas as vezes que eu precisei, onde estavam elas? Não estavam. E não as condeno, talvez eu não estivesse também. Afastámo-nos e é só. Mas quando agora tentei falar com elas para as parabenizar pelo aniversário, nem se dignaram a responder e ignoraram-me.

A outra, bem, a outra é uma história demasiada complexa, onde eu fui apanhada no meio de uma tempestade e ela não percebeu que eu só lá estava "de passagem", sem ter nada a haver com aquilo. Mas pronto.

O que me magoa é ainda me ignorarem. Porque sim, tentei falar com elas e perceber o que se passava (sim, sou mesmo burra.). E NENHUMA se dignou a responder-me. Acresce dizer que nenhuma das três se conhece. São de fases e de sítios da minha vida bem diferentes. Mas as três decidiram ir embora.

Eu demoro a aceitar. Tento perceber o porquê e compor as coisas. Mas tenho um limite. E hoje, cheguei lá. Demoro a tirar as pessoas da minha vida, mas se foram elas a querer seguir um caminho diferente, apago do meu mapa esse caminho. Para sempre. Demoro, mas quando é, é a sério.

Desejo-lhes o melhor. De verdade. Mas também desejo que nunca mais as encontre. Porque não as "vou ver".