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Nas Nuvens de Um Terceiro Andar

Sex | 09.09.22

O fim de uma (grande) era

Nuvem

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96 anos de uma vida cheia. De amor, de luta, de (muito!) sacrifício, de alguma tristeza mas também de uma altivez que a caracterizava e não deixava ninguém indiferente. No arco-íris com que foi colorindo o seu guarda-roupa, mostrou que não há tempo nem idade para vestir as cores que gostamos. Nunca se importou com a opinião mais conservadora...afinal, ela era a Rainha.

Depois de ver "The Crown" passei a admirá-la ainda mais. Ela foi alguém que não nasceu para ser rainha, que viveu os seus primeiros anos em profunda liberdade e paz e, de repente, vê o pai tornar-se rei e sabe que a vida dela muda totalmente. Casa por amor, amor de verdade, e passado pouco tempo perde o pai. Torna-se rainha muito nova e está à frente de um país por 70anos. 70. Ultrapassou muitas crises, muitos abalos à realeza (ninguém nunca esquecerá Diana...) mas manteve-se fiel a si e aos seus ideais. Mas ninguém duvide que ser rainha não é tarefa fácil... não é para qualquer uma. Viu morrer a mãe, a irmã, a nora e, por fim, o amor da sua vida que, por muitos defeitos que tivesse, era o amor da sua vida...e nem as rainhas escolhem quem amam. Num casamento com mais de 70anos, acho que ela se foi perdendo depois da partida do marido... afinal, também as rainhas sofrem de amor e saudade..

Fica agora Carlos como principal figura de uma monarquia que, para ele, pode não ser fácil. Não será tão acarinhado como a mãe (ou a ex-mulher!) e terá um caminho duro pela frente...

E não interesa se somos republicanos convictos... Há uma certeza: não se perde só a rainha de Inglaterra. Perde-se uma das maiores figuras do século XX e, de certeza, uma das monarcas mais acarinhadas da história. Uma mulher de garra e de convicção.

Lilibeth, a rainha. 

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