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Nas Nuvens de Um Terceiro Andar

Sex | 06.08.21

Semana Mundial do Aleitamento Materno

Nuvem

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Estamos na Semana Mundial do Aleitamento Materno. Vou falando por aqui sobre a amamentação mas é um assunto que nunca acaba...

Ao fim de 34 meses, continuo a amamentar. E confesso-vos, no início até tinha medo de contar a minha realidade: a amamentação correu bem desde o primeiro dia. Sempre que tentava dizer que comigo tinha corrido bem desde a primeira pega, diziam-me logo que não podia dizer isso, que a amamentação era custosa e não um mar de rosas. Mas connosco, não foi. O Francisco desde que foi colocado no contacto pele a pele e mamou pela primeira vez, correu sempre bem, como ainda hoje. Nunca me mordeu, nunca me aleijou. Nunca tive uma mastite ou uma dor, tirando a subida de leite que sim, foi dolorosa, mas passou ao fim de umas horas.

Se sei que não é a realidade de muitas mães? Sei. Mas também acho que não podemos só falar quando corre mal, também devemos dizer que, em alguns casos, corre sempre bem!

Se vai ser assim num próximo? Não sei. E se não for, estaremos cá para resolver da melhor maneira! Mas houve uma coisa que aprendi: a nossa mente ajuda muito. O termos confiança em nós e no bem que estamos a fazer. Para quem não corre bem, deve procurar ajuda sem medos nem culpas. SEMPRE sem culpas.

Acho que a amamentação, quando prazerosa para a criança e para a mãe, é o momento mais bonito do dia. Mas atenção: não me sinto melhor mãe porque amamento, não acho que quem por opção não amamenta seja pior mãe. Não. Cada uma de nós deve fazer o que nos deixa confortáveis e felizes, porque se nós estivermos bem, o nosso filho também vai estar!

Há ainda outra coisa que acho importante ressalvar: há ainda (infelizmente!) profissionais de saúde que fazem uma pressão enorme nas mães. Que acham que o peso da criança não está a evoluir favoravelmente e por isso sugerem logo dar fórmula. Aquelas primeiras semanas são terríveis... Aconteceu connosco porque o Francisco esteve sempre num percentil baixo de peso...e continua, mesmo sendo um miúdo que come bem e muito! Na altura, custou-me muito ouvir que eu não estava a dar suficiente ao meu filho mas, e de encontro ao que disse antes da confiança da mães, decidi confiar em mim. O meu filho não chorava com fome, mamava em livre demanda (muito!) e crescia muito. Não engordava? Tem sorte na genética  Ainda hoje, cresce imenso em altura, mas continua magro apesar do tanto que come. 

 

Temos de saber que as crianças não são todas iguais, que o que é normalmente o normal, para o nosso filho pode não se aplicar. Mas desde que ele esteja saudável, então não há que preocupar...a intuição de mãe normalmente não falha e se há coisa de que me orgulho, é de ter tido a capacidade de dizer que não. De confiar em mim e na amamentação. Hoje, ao fim de 34meses, continuamos e felizes. Com um miúdo muito saudável, que é raro ficar doente e que tem uma energia que não acaba!

 

Façam o que vos fizer mais sentido. São as melhores mães que podem ser..o resto, vamos aprendendo com o tempo..e os nossos filhos, vão-nos ensinando para o resto da vida!