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Nas Nuvens de Um Terceiro Andar

Seg | 27.06.22

Violência doméstica (ainda) é uma realidade

Nuvem

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Estamos em junho. E, só nestes 6meses, já morreram 17mulheres por ataques de violência doméstica. 17. Um número tão elevado que não queríamos que aumentasse mas que sabemos que acontecerá. 

Todas estas mulheres poderíamos ser nós. Uma de nós. Uma amiga, uma mãe, uma filha, uma avó. E isto é o que é importante a reter: esta triste realidade pode bater-nos à porta. À de todos nós.

 

Reparem que estes números não baixam. Que a maior literacia, uma maior comunicação, uma maior informação hoje em dia não está a ser proporcional à diminuição de crimes hediondos e claramente reprováveis. A verdade é que é a intolerância, a malvadez, o egoísmo que esta mesma sociedade dita evoluída continua a perpetuar.

 

Que se pense bem nisto. Que a justiça, que nunca será suficiente para quem parte, se mostre à altura. Que prove que podemos confiar nela. Porque, muitas vezes, há denúncias, há queixas, mas os agressores continuam a poder conviver, a poder estar junto de quem magoam. A justiça tem de ser célere nestes casos, não podemos ficar à espera que estes desfechos aconteçam. Não podemos deixar que mias e mais famílias sejam destruídas. Porque estes casos são os que, infelizmente, são conhecidos. Mas há milhares de pessoas em contexto de violência doméstica; há imensas crianças a viver num contexto de medo e repressão que não é saudável para ninguém.

 

Pensemos bem nisto. Ninguém é de ninguém. Somos do mundo...e o mundo não é cruel. Somos nós que o fazemos assim.

 

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